quarta-feira, 16 de junho de 2010

Governo lança nesta quinta-feira o Plano Safra 2010/2011 para agricultura familiar

Com juros mais baixos, mais recursos e a ampliação dos limites de crédito, será lançado nesta quinta-feira (17/06) pelo governo o Plano Safra da Agricultura Familiar 2010/2011.

Além dos R$ 16 bilhões ofertados para crédito, um aumento de 6,6% em relação aos R$ 15 bilhões do ano passado, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, destacou nesta quarta-feira (16/06) algumas modificações. “O Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar] terá juros mais baixos, de 1% a 4% para investimento e de 1,5% a 4,5% para custeio. Também estamos ampliando o limite do programa Mais Alimentos de [renda familiar] até R$ 130 mil por operação, permitindo operações coletivas de até R$ 500 mil”, afirmou.

O limite de crédito fundiário acessado por produtor será aumentado de R$ 40 mil para R$ 80 mil no novo plano. Cassel disse que outra conquista importante foi o acesso dos produtores familiares ao Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), já consolidado para o restante do setor agrícola.


Fonte: GloboRural.com

terça-feira, 15 de junho de 2010

Apesar da soja, terra segue tendência de alta


Valor médio do hectare acompanha queda do grão e recua 18% em 2010. Em três anos, porém, a cotação explode nas novas fronteiras


Depois de começar o ano em alta, a cotação média das terras agrícolas recuou, mas mantém a tendência de valorização. O valor médio do hectare, que chegou a R$ 4.373 no primeiro bimestre, caiu a R$ 3.545 em abril. No final do ano passado, os imóveis rurais brasileiros valiam em média 18% mais (R$ 4.330/ha), aponta levantamento da consultoria AgraFNP. A queda no ano acompanha a desvalorização das commodities agrícolas mercado internacional, explica Jacqueline Bierhals, analista responsável pelo estudo. A soja, principal produto do agronegócio nacional, acumulou queda de 5% na Bolsa de Chicago no primeiro quadrimestre de 2010.
O índice negativo interrompe uma sequencia de duas altas, mas não reverte a tendência de recuperação nos preços das terras iniciada no último bimestre de 2009. "Quando avaliamos os últimos 12 meses, percebemos uma estabilidade nos valores, o que é um sinal positivo. Esperávamos um enfraquecimento dos preços por causa da crise", destaca a analista.

Entre os 26 estados brasileiros pesquisados pela AgraFNP, a cotação do hectare subiu em 19 e manteve-se estável em quatro (SP, MS, BA, AC). O Rio Grande do Sul registrou a maior alta no período, de 20%. Tocantins (18%) e Maranhão (17%) também tiveram boa valorização. Apenas três estados registraram queda, entre eles o Paraná. O valor médio da terra paranaense caiu 2% nos últimos 12 meses, para R$ 9.129/ha. No Pará e no Pernambuco, o recuo foi de 5%. Mas, mesmo nesses casos, a queda ficou aquém da desvalorização da soja, que caiu 8% em Chicago nos últimos 12 meses.

Novas fronteiras

Por outro lado, na avaliação de um período maior, o avanço do capital estrangeiro nos campos brasileiros fez explodir o preço da terra nas novas fronteiras agrícolas. Em três anos o valor do hectare aumentou até 238% nos estados do MaToPiBa (Maranhã, Tocantis, Piauí e Bahia) e chegou a subir mais de 600% em áreas pontuais de Mato Grosso e Amapá, mostra o levantamento da AgraFNP. O estudo revela que a procura crescente por terras nessas regiões tem se refletido no preço dos ativos em todo o país. Nos últimos 36 meses, o preço médio da terra aumentou 42% no Brasil – mais que a maior parte das aplicações financeiras.


Nos últimos três anos, a cotação do hectare subiu em todo o país. A maior variação foi registrada em Alagoas (188%) e a menor em são Paulo (7%). O Paraná teve alta de 31%, índice bem mais modesto que o observado nas novas fronteiras agrícolas do MaToPiBa. O preço médio do hectare avançou 30% na Bahia e mais que dobrou em três anos no Piauí, Maranhão e Tocantins. Na Bolsa de Chicago, a soja acumulou valorização de 36% no período. "As terras mais caras ainda são as do Sul e Sudeste do país. São áreas consolidadas, onde a logística é melhor e o clima permite a realização de duas safras anuais. Mas nessas regiões a liquidez é mais baixa, pois há menos disponibilidade de terras. Geralmente, são negócios entre vizinhos, que envolvem glebas pequenas, diferente do que ocorre nas regiões de fronteira", observa Jacqueline.
No Paraná, é preciso desembolsar entre R$ 800 e R$ 22.500 para comprar um hectare para o cultivo de grãos. Os preços variam de acordo com condições da terra e dos benefícios (infraestrutura) nas proximidades. Na região de Cascavel (Oeste), a mais valorizada do estado, um hectare vale hoje em média R$ 22.500, 8% menos que há um ano, mas 42% mais do que valia há três anos. "Em 2006, o hectare valia metade desse valor na região", lembra Jacqueline. No ano seguinte, a cotação chegou a R$ 26 mil, mas os preços caíram com força no final de 2008. O Oeste paranaense é a região que tem a maior produtividade média de soja do estado. Em Guarapuava, referência de produtividade de milho no Brasil, o hectare vale hoje cerca de R$ 15 mil, valor semelhante ao apurado em Ponta Grossa, também nos Campos Gerais. A cotação média é de pouco menos de R$ 20 mil em Londrina e de R$ 10 mil em Paranavaí. Em Umuarama (Noroeste), região do Arenito Caiuá, o hectare vale entre R$ 7,5 mi e R$ 11,5 mil. "Mesmo com as commodities em baixa, os proprietário resistem em reduzir os preços. Não estão dispostos a se desfazer de um ativo tão valioso como esse. (...) Até porque, a tendência é de valorização. Com a China e a Índia entrando fortemente no mercado consumidor, é inevitável pensar no crescimento do consumo de alimentos e na necessidade de aumento de produção", avalia Jacqueline.


Fonte: Agrolink.com
(Gazeta do Povo)
Autor: Luana Gomes com Agência Estado

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Embrapa lança cultivares de soja para Norte e Nordeste no 9ª AgroBalsas no Maranhão

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen), irá lançar duas cultivares de soja (BRS 325RR e BRS 326) específicas para as regiões Norte e Nordeste do Brasil, durante o 9 Agrobalsas, que será realizado na Fazenda Sol Nascente, em Balsas, no Maranhão, entre 25 e 28 de maio.
A cultivar de soja BRS 325RR tem como diferencial a tolerância ao herbicida glifosato, o que a torna uma opção para as áreas com infestação por plantas daninhas. Além disso, possui elevado potencial produtivo e ainda resistência às principais doenças da soja.
A BRS 325RR é indicada para a semeadura no sul do Maranhão, sudoeste do Piauí e norte do Tocantins. De acordo com a pesquisadora Mônica Zavaglia Pereira, da Embrapa Soja, a nova cultivar é tolerante ao vírus da necrose da haste, doença que provoca a morte da planta. O vírus é disseminado pela mosca-branca, cuja população é grande nas regiões Norte e Nordeste. “A BRS 325RR reúne várias características que podem trazer benefícios aos produtores destas regiões”, esclarece.
A cultivar de soja BRS 325RR apresenta ainda ciclo médio de maturidade (entre 115 a 124 dias, da semeadura a colheita). Segundo a pesquisadora, a vantagem desse ciclo é que ele possibilita, depois da colheita da soja, a introdução de uma cultura de cobertura do solo. “No período de entressafra não há chuvas nesta região. Portanto, as últimas chuvas devem ser aproveitadas para que se introduza plantas que não deixem o solo em pousio”, explica.
A outra cultivar que será lançada é a BRS 326, soja convencional, que tem como vantagem a precocidade aliada a um elevado potencial produtivo. Por ser uma soja precoce (ciclo de 109 - 117 dias), outra vantagem apresentada é que ela pode ser inserida na programação que o produtor faz em relação ao cultivo do milho safrinha, seguido da soja.
“Além disso, esta cultivar tem estabilidade na altura de plantas, o que possibilita o plantio em áreas de baixas altitudes e moderada resistência ao nematóide formador de galhas Meloidogyne javanica”, afirma Mônica. A cultivar é indicada para a semeadura no Maranhão, sudoeste do Piauí e norte do Tocantins.

Fonte: Globo Rural.

domingo, 23 de maio de 2010

Câmara aprova perdão a dívidas rurais de até R$ 10 mil

Medida provisória deve beneficiar cerca de 263 mil agricultores
O Plenário concluiu nesta quarta, dia 19, a votação das emendas do Senado à Medida Provisória 472/09, que concede incentivos fiscais a diversos setores da economia. A principal mudança aprovada pela Câmara é o perdão para dívidas rurais de até R$ 10 mil. A matéria segue para sanção presidencial.

O perdão beneficiará as dívidas relativas a empréstimos concedidos com recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) ou lastreados em outras fontes com risco da União.

Cerca de 263 mil agricultores deverão ser beneficiados, entre os que têm ou não dívidas já renegociadas. Isso significará uma renúncia de R$ 1,5 bilhão, mas os custos da cobrança seriam ainda maiores, segundo o Executivo.

Quem tiver débitos superiores a R$ 10 mil também poderá quitá-los até 30 de novembro de 2011. Na região de atuação da Sudene, o desconto será de 65% sobre o saldo devedor atualizado. O desconto subirá para 85% no caso dos municípios do semiárido, do norte do Espírito Santo e de Minas Gerais e dos vales do Jequitinhonha (MG) e do Mucuri (MG). Cerca de 68 mil pessoas poderão ser beneficiadas com os descontos para quitação.

Dívida ativa

Os deputados aprovaram também emenda que reabre os prazos para inclusão de débitos na dívida ativa da União para renegociação. O prazo legal havia terminado em 30 de novembro do ano passado e a nova data é 31 de outubro de 2010.

A emenda reabre ainda os prazos para os produtores de cacau da Bahia aproveitarem descontos para quitarem as dívidas renegociadas com base na Lei 11.775/08. Os prazos acabaram em dezembro do ano passado e a emenda concede novo prazo até 30 de dezembro de 2010.

Cana-de-açúcar

Outra emenda incluída no texto concede nova subvenção aos produtores de cana-de-açúcar da região Nordeste para a safra 2009/2010. A primeira subvenção havia sido dada para a safra anterior (2008/2009).

O valor que o plantador receberá será de R$ 5 por tonelada de cana, com limite de 10 mil toneladas por produtor - que receberá o dinheiro diretamente ou por meio de cooperativa.

Plataformas

A Medida Provisória também cria o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Infraestrutura da Indústria Petrolífera nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (Repenec). Uma emenda aprovada inclui, no benefício, as obras de infraestrutura no setor de indústria naval destinadas à construção de navios, diques flutuantes e plataformas petrolíferas.

O Repenec suspende tributos, durante cinco anos, para estimular a instalação da indústria petroquímica nessas regiões. O benefício valerá para a compra ou importação de máquinas, equipamentos e materiais de construção.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Semente resistente à seca estará disponível em 2015


Agência Estado- O diretor de assuntos corporativos da Monsanto, Rodrigo Almeida, estimou nesta quarta-feira (12) que os produtores brasileiros terão acesso a variedades de sementes resistentes à seca em 2015. Nos Estados Unidos, essas sementes devem estar disponíveis um pouco antes, em 2014. Plantadas, essas sementes resistirão a um período de até 45 dias sem chuvas. Quando voltar a chover, as plantas voltarão a se desenvolver normalmente, com perdas muito pequenas, de cerca de 30%, calculou..

Durante o debate "O papel da América Latina alimentando o mundo em 2050", Almeida avaliou que a oferta dessas sementes favorece, principalmente, os pequenos agricultores. "Hoje, quando esse produtor enfrenta uma seca, ele não tem muito o que fazer", afirmou. Do ponto de vista ambiental, ele disse que a Monsanto tem tecnologia para fixação de nitrogênio no solo, o que significa redução de custos.

Ele contou que a Monsanto fixou a meta de dobrar a produtividade das lavouras de soja, milho e algodão do mundo todo até 2030. "A meta é muito desafiadora", disse. "Nós não vamos fazer isso com o mesmo recurso. Vamos usar 1/3 menos de água, terra, energia. Ou a gente faz dessa forma ou não fazemos", afirmou ele, lembrando que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é parceira da Monsanto nesse desafio.

Na mesa-redonda, Almeida disse que o debate sobre tecnologia não pode ser contaminado por aspectos ideológicos. "Por que misturar tecnologia com ideologia?", questionou. Ele disse que o pequeno agricultor é o grande beneficiado pela biotecnologia. "O grande produtor tem recursos. O pequeno não tem dinheiro para comprar máquinas, inseticidas e para contratar agrônomos", completou.

De acordo com ele, no Brasil são 217 mil produtores de milho na safra de verão. Os produtores de soja somam 96 mil e 11 mil agricultores plantam algodão. Almeida acrescentou que o Brasil estava atrasado em termos de biotecnologia, mas lembrou que, desde 2005, está sendo autorizado o uso de novas tecnologia.

Segundo ele, a safra atual de milho é a terceira em que estão sendo usadas sementes geneticamente modificadas. No caso da soja, este é o quinto ano de cultivo geneticamente modificado. De acordo com ele, é o quarto ano do algodão transgênico no Brasil.

Almeida citou o exemplo de agricultores do Rio Grande do Sul, que cultivam milho e fumo. "Eles plantam em regiões de pequenos aclives, onde é difícil aplicar inseticida", afirmou. "A tecnologia mudou a vida dessas pessoas. Elas não têm que se preocupar com as lagartas. Sobrou tempo e elas compraram vacas ou fizeram outras lavouras", completou.
Bem Paraná
Fonte: site agrolink.com

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cultivar de soja da Embrapa com resistência à ferrugem chega ao mercado

A partir da safra 2010/11 estará disponível para comercialização ao produtor uma nova cultivar da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que tem resistência parcial à ferrugem asiática. A BRS 7560, lançada no ano passado, vai começar a ser plantada em cultivo comercial nesta safra 2010/2011. Para o pesquisador da Embrapa Cerrados – unidade da Embrapa localizada em Planaltina (DF) – Austeclínio de Farias Neto, a cultivar tem grande potencial na luta contra a doença que gerou um custo de US$ 1,74 bilhões na safra 2008/2009, segundo o Consórcio Antiferrugem.

“A principal vantagem dessa cultivar é que ela apresenta uma boa resistência à ferrugem”, comenta Austeclínio, que atuou na pesquisa de desenvolvimento da BRS 7560. Como conseqüência, ela apresenta menores danos e perdas de rendimento diante da doença. “Em contato com a ferrugem, a planta desenvolve um tipo de lesão de resistência, em que quase não há esporulação do fungo”, explica.

Devido a essa característica, a cultivar tem mais estabilidade de produção em situações de presença da doença, especialmente quando as condições climáticas não permitem que fungicida seja aplicado no momento mais propício. “Com a BRS 7560, o produtor não deixa de usar o produto, mas há uma redução do número de aplicações”, disse. Outra vantagem é que a cultivar tem ciclo precoce e é bem adaptada à região do Cerrado.

Outras cultivares – Para o plantio na safra 2010/2011, também chegam ao mercado outras duas cultivares da Embrapa: BRS Juliana e BRS Gisele. Ambas são transgênicas, possuem boa resistência a nematóide de galha e são bem adaptadas a regiões de baixa latitude, como a Bahia, Maranhão e Piauí. Segundo Auteclínio, as duas têm o ciclo tardio, com grau de maturidade em torno de 9.0. “Temos boas perspectivas de que elas sejam bem plantadas na região”, enfatiza o pesquisador. As informações são de assessoria de imprensa.

Agrolink

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Escoamento da soja preocupa agricultores maranhenses

A colheita da soja no sul do Maranhão está terminando e os agricultores comemoram a boa safra. A preocupação agora é com o escoamento do produto. As estradas estão em péssimas condições e, por conta disso, o custo do frete aumentou.

Os agricultores maranhenses estão colhendo 1,127 milhão de toneladas de soja. São 15% a mais que no ano passado segundo a Conab, Companhia Nacional de Abastecimento.

O agricultor Nicodemus Guimarães plantou 6,5 mil hectares com soja no município de São Domingos do Azeitão, na região sul do Estado. A falta de caminhões para transportar os grãos provocou atraso na colheita.

“Eu acho que é excesso de produtividade no Brasil. Os caminhões do Sul, como sempre, vem para o Nordeste nesta época de colheita”, falou seu Nicodemus.

Outro fator está complicando a vida dos agricultores. As estradas da região estão em péssimo estado. A BR-324 vai de Balsas, no Maranhão, a Salvador, na Bahia. Pelo trecho maranhense, de 120 quilômetros, são transportadas cerca de 300 mil toneladas de soja.

O caminhoneiro João Tavares ficou no meio da estrada. “É devagarzinho, segurando direto. Não tem estrada, não”, disse.

Os agricultores maranhenses gastam até R$ 50,00 para transportar uma tonelada de soja por um percurso de cem quilômetros entre a lavoura e o armazém.

O seu Paulo Dalforno semeou 4,9 mil hectares de soja no cerrado maranhense. Metade das lavouras fica no município de Loreto, ás margens da BR-324. Por causa das estradas, as despesas com frete subiram 15% este ano.

“Muitos caminhoneiros não querem puxar esta safra acaba estragando os caminhões e estourando pneu. Eleva muito o custo dessa produção pra escoamento”, falou Dalforno.

Essa rodovia é conhecida como BR e seria de responsabilidade federal. Mas, o Denit, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, não reconhece que a estrada seja da União. O órgão informou que a pavimentação da rodovia está em fase de planejamento, mas não há data prevista para o início da obra.

Globo Rural
Fonte: Site Agrolink. com